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Movimento pró vida deve interditar rodovias no sudoeste de Mato Grosso

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Moradores das cidades do Vale do Jauru se mostram indignados com o número de pessoas, principalmente, na fase da juventude que veem morrendo nas estradas da região sem que nenhuma autoridade do trânsito se manifeste oficialmente para impedir que mortes prematuras mutilem as famílias.

     Para chamar a atenção das autoridades, uma “Carta Convite” vem sendo distribuída há alguns dias em Araputanga e nas cidades vizinhas, mobilizando os interessados para que participem de um Movimento em favor da vida e da paz, no trânsito na região.

     O movimento denominado pró-vida vai se reunir amanhã, 07 de novembro, a partir das 08h00min, naquilo que deveria ser e que normalmente o chamam de trevo de São José dos Quatro Marcos e Glória D’ Oeste-MT.

     Ao que tudo indica o movimento Pró-vida deve interditar as MTs-339 e 248, por pelo menos duas horas, pedindo providências para que as autoridades se sensibilizem no sentido de melhorar as condições das rodovias pavimentadas, provendo sinalização vertical, horizontal e, corrigindo as constantes e insistentes imperfeições do asfalto, que em muitos trechos estão cheios de crateras que colhe o motorista de surpresa causando acidentes fatais.

     No primeiro semestre de 2012, a reportagem da Folha de Araputanga fotografou uma empreiteira tapando apenas com terra, as centenas de buracos da MT 248 entre Figueirópolis e Jauru-MT.

     As autoras do movimento são duas professoras que sabem o que é a dor da perda de um membro da família por falta de iniciativa governamental. Em um dos trechos da ‘Carta Convite’ elas escrevem: “Nossas estradas estão banhadas de sangue. Vidas estão sendo ceifadas! Famílias, estudantes, trabalhadores e crianças morrem por imprudência e abandono das estradas. De quem é a culpa”.

     Recentemente o município de Curvelândia foi notícia nacional por causa de uma tragédia originada no trânsito; resta-nos a lembrança de um doloroso acidente que ceifou a vida de sete pessoas, a maioria estudantes universitários. Desde então, uma pergunta ainda se impõe sem resposta: o que foi feito para que o trágico fato se repita?